sexta-feira, 18 de abril de 2008

As farmacêuticas

Depois de compreendido, por alto, a razão pela qual a Marijuana ter sido proibida e tornada ilegal nos anos 30, em 1976 a história ganhava um novo rumo.
Durante todo este tempo, a cannabis continuou a ser estudada principalmente nas universidades e por alguns cientistas que viram as potencialidades desta planta. Chegados a 1976 numa reviravolta que não se percebe bem como, as farmacêuticas “peticionam” o exclusivo sobre os estudos da marijuana, acabando por ter sucesso.
Todos os estudos adicionais foram abandonados e os seus registos foram mandados destruir (quase ninguém o fez!).

Porquê?

Centenas de estudos e investigações foram encomendadas pelo governo americano entre 1966 e 1976, estas confirmaram que mesmo a “cannabis crua natural” (leia-se, fumada), era “o melhor e mais seguro medicamento que era possível escolher-se, para muitos problemas de saúde!

Contrariamente ao Valium, a cannabis não potencia os efeitos do álcool. Estima-se que ela poderia substituir mais de 50% do Valium, Librium, Thorazine, Stelazine, etc… Bem como maioria das pastilhas para dormir.
Instados pelas farmacêuticas, e ao longo dos últimos 20 anos, os pais andaram a tratar os filhos com as chamadas drogas “zine”, com o intuito de os fazer deixar a erva. Não obstante o sucesso destas terapias (fornecidas por médicos e administradores de centros de reabilitação altamente lucrativos), e apesar de apenas amiúde, o que estes pais descobriram mais tarde foi que além de os miúdos deixarem a erva, deixavam também de gostar do cão, dos amigos, dos brinquedos. Já para não falar que uma em cada quatro arrisca-se a ficar com tremuras incontroláveis para o resto da vida “Mas pelo menos não andam ganzadas” (??!!).

Resumindo, estes senhores mantém esta politica viva e sob o olhar dos média, citando constantemente relatórios desacreditados e completamente surreais. Razão, os gordíssimos dividendos sacados á população vendendo um inútil e violentíssimo tratamento “anti-marijuana”, não importando os efeitos secundários. Afinal, e vendo bem as coisas, uma recaída significa somente o regresso ao uso da marijuana depois de uma série de confrontos com a autoridade. Isto é controle mental e uma tentativa de destruir o livre arbítrio individual.

Os exemplos de histórias usadas em tribunal contra utilizadores de Cannabis, são no mínimo assombrosos. O Sr. Harry Aslinger (principal responsável pela proibição e marginalização da cannabis nos anos 30), usou repetidas vezes histórias como a de um acidente de viação no qual foi “encontrado um cigarro de marijuana”! Ou a história das mulheres brancas enlouquecidas pela droga que ficavam com vontade de olhar e até mesmo de tocar em “pretos”. Gosto também da de um assassínio á machadada em que um dos participantes fumara um “charro” quatro dias antes!

Completamente sem comentários…



quinta-feira, 17 de abril de 2008

Saber Empírico (Uma explicação)

Na filosofia, Empirismo é um movimento que acredita nas experiências como únicas (ou principais) formadoras das idéias, discordando, portanto, da noção de idéias inatas.

Na ciência, o empirismo é normalmente utilizado quando falamos no método científico tradicional (que é originário do empirismo filosófico), o qual defende que as teorias científicas devem ser baseadas na observação do mundo, em vez da intuição ou fé.

O termo tem uma etimologia dupla. A palavra latina experientia, de onde deriva a palavra "experiência", é originária da expressão grega εμπειρισμός. Por outro lado, deriva-se também de um uso mais específico da palavra empírico, relativo aos médicos cuja habilidade derive da experiência prática e não da instrução da teoria.

Uma guerra sem sentido!

Não é de longe a minha ideia criar algo controverso, não é de todo a minha ideia lançar de novo a discussão das drogas leves como algo fútil e passageiro.
Quase toda a gente que alguma vez se debruçou sobre a Flor-de-Canhâmo (Cannabis, Marijuana), para a tentar explicar terapêuticamente foi imediatamente afastado com a frase: “-Isso são apenas desculpas para se fumar uns charros!”.


Esta frase incomoda-me, e eu, que sou um curioso por natureza, tenho dedicado muita da minha leitura e estudo a esta causa. Muita paciência investida numa tentativa de perceber também até que ponto poderia estar a minha saúde em risco. Depois de alguns livros lidos, resolvi fazer qualquer coisa útil (ou não). Para começar é preciso deixar uma coisa bem clara, a Cannabis não é o caminho para mais lado nenhum que não seja a caminha depois de um abuso (e na manhã seguinte não dá ressaca)! Não é de maneira nehuma o caminho para nada mais pesado, e não deve de todo ser confundida com cocaína, heroína ou outras coisas mais graves.

Dizem que um dos efeitos da Flor-de-Canhâmo é o aumento da criatividade, muitos artistas famosos falam nisso, Victor Hugo, Alexandre Dumas, Duke Ellington, Louis Armstrong, Beatles, Rolling Stones, Eagles, Bob Marley, Willie Nelson, Buddy Rich, Joe Walsh, David Carradine, David Bowie, Iggy Pop, Neil Diamond, Sinead O’Connor, Eric Clapton, Puff Daddy (A este eu chamo-lhe carinhosamente “O suspeito do costume”).
Enfim, eu resolvi pôr essa veia neste blog. Digo mais uma vez, que não é minha ideia lançar um debate mirabolante e sem sentido, quero apenas ir expondo as minhas descobertas e teorias, explicar porque é que por volta de 1930 a Flor-de-Canhâmo era um dos principais recursos naturais da terra, e passados apenas 78 anos é “a erva do diabo”, uma coisa que dá direito a prisão e tantas outras injustiças mais. Quero apenas ir compilando material, e se possível, contar com a participação de todos os cibernautas que aqui se revejam, para construir uma coisa séria e tranquila, para quê? Duas razões:
1) Para todos aqueles que quiserem ficar a par de uma parte da história da qual foram afastados propositadamente, e para que possam eles também, livremente perguntar, se a proibição da Flor-de-Canhâmo faz algum sentido nos tempos que correm.
2) Tenho a secreta (deixou de ser agora) e utópica esperança que talvez mais tarde, daqui saiam ideias de muitos de nós para um debate nacional que permita finalmente a abolição desta verdadeira parvoíce, totalmente violativa dos direitos básicos do homem (Difícil, mas não impossivel)!

A minha aposta são 40 anos! 40 anos para que tudo volte a ser colocado no seu lugar, o que eu estou aqui a tentar fazer, é apenas dar um empurrãozinho.
Ninguém que alguma vez tenha fumado “Cannabis” pode dizer de plena consciência que é algo mau, maligno ou maléfico. Eu, faço estas perguntas a toda a gente:
-Conheces, ou alguma vez viste, um “mocado” violento? Bêbados sim, muitos!
-Alguma vez viste nas noticias alguém internado por excesso de Cannabis? Ou que tenha desatado á estalada ou á machadada na mulher depois de uma sessão de “fumos” com os amigos? Nops, mas depois de uma boa noite de copos talvez (acho que é unânime dizer como aparte, que depois de uma boa sessão de “fumos” só apetece 2 coisas, miminhos e dormir)!
-Como imaginas um dia na Jamaica? Não parece sempre qualquer coisa de diferente de se imaginar? Invariavelmente e em abono da justiça, todos respondem com um enorme “Tá-se bem”, Reggae, Peace and Love, muito Peace and Love! E eu pergunto, como o Jardel: “-Porque será?” Será do Guaraná? Não me parece!
É engraçado ser-se gozado ou caricaturado por este “Tá-se bem”, e “Peace and Love”, Isto é mau? Serei eu que não percebi a mensagem? Será que um “Come here mother fucker, and I will blow your brains out!” soaria melhor?

Voltarei a falar sobre isto mais tarde, mas posso adiantar que a “Cannabis começou por ser proibida nos Estados Unidos na altura da primeira guerra mundial, porque tornava os soldados demasiado dóceis e sem vontade de lutar. Acabou por ser proibida na China e mais tarde na Europa pelas mesmas razões, pois os americanos tentaram vendê-la numa estratégia para “amolecer” as tropas adversárias. Ficou provado que os soldados perdiam praticamente por completo a agressividade alheando-se do combate.

Vivemos no ano de 2008 e os nossos “pais” e “avós”, basicamente a geração que viveu e foi formada e informada entre os anos 30 e 70 têm que perceber de uma vez por todas que a realidade deles é bem diferente da nossa! Que o que era verdade no tempo deles não é verdade agora, igualzinho como NÃO era verdade no tempo dos avós deles.
Estamos, para mim, perante um problema apenas de gerações, perante algo que foi verdade apenas durante cerca de 60 anos, alimentado por mentiras, interesses e esquemas, tão básico como tantas coisas mais. Algo que de certo, e de plena consciência, não pode ser considerado verdade agora. É um dado irrefutável que fica aqui junto á referência aos nossos “pais”. A MARIJUANA NUNCA MATOU NINGUÈM EM TODA A HISTÒRIA! Até telhas caídas de telhados já mataram mais gente do que isso!
Quando a sociedade finalmente for controlada pela geração “pós 25 de Abril” acredito que tudo isto serão águas passadas, e que os nossos netos, usufruindo de tudo de bom que daí advirá, acharão até estranho como foi possível alguém negar algo tão óbvio, durante tanto tempo!

E isto falando na parte das liberdades garantidas, tal como a liberdade de plantar milho, tabaco, café, depois de tudo estudado e falado, garanto a toda a gente que não faz sentido absolutamente nenhum excluir a Flor-De-Canhâmo desta lista, principalmente, enquanto o malfadado tabaco fizer parte dela!
A lista de benefícios e contra indicações é totalmente desequilibrada, as contra indicações mais graves são nos fumadores inexperientes, que poderão sentir taquicardias e ansiedade mas eu continuo sem ver o problema! As utilizações terapêuticas são vastíssimas, os progressos na investigação científica já permitiram encontrar utilizações viáveis em mais de 400 doenças distintas. Em geral a Cannabis, alivia a tensão, dilata as artérias, e em geral diminui a pressão diastólica. Trata doenças como Asma, Glaucomas, Tumores, Náuseas (excelente a aliviar efeitos de medicamentos e tratamentos demasiado violentos como a quimioterapia), Epilepsia, esclerose múltipla, Artrite, Reumatismo, Enxaquecas, como estimulador do apetite e acima de tudo, para mim e muitos mais como eu, de longe, o melhor remédio contra o stress.

Pode ser alguma coisa, pode não ser nada, não custa partilhar ideias, pelo menos disso, ainda não estamos proibidos, acho eu.